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JESUS E OS ENFERMOS

 “Jesus andava por todas as cidades e todos os povoados da região, ensinando nas sinagogas, anunciando as boas-novas do reino e curando todo tipo de enfermidade e doença. Quando viu as multidões, teve compaixão delas, pois estavam confusas e desamparadas, como ovelhas sem pastor”. Mateus 9.35-36

E assim somos agora informados, pela primeira vez especificamente (já implícito em Mateus 8.17), que a missão de Jesus de socorro e cura resultada solidariedade e da compaixão.

Quando falamos em compaixão, confundimos este sentimento com “ter dó” ter pena de alguém. Passamos pelas ruas e ao vermos crianças desamparadas e sujas, mendigando entre os carros, jovens se drogando, outros se prostituindo, famílias nuas, morrendo de frio e fome, nossos rostos se contraem. Olhamos para eles” com dó”, abanamos a cabeça e dizemos: “Coitadinhos ,quanto sofrimento! Que mundo terrível! Alguém deveria fazer alguma coisa por eles!…”.

Jesus não teve” dó” do homem, mas, sim, compaixão. Esta é a palavra mais forte que o grego tem para expressar a piedade por outro ser humano. Vem de uma palavra que significa entranhas é uma compaixão entranhável, que comove até o mais profundo do ser. A compaixão leva à ação; o “ter dó” leva à contemplação e à crítica.

Jesus amava as pessoas integralmente e não somente suas almas. Ele se compadecia ao ver o sofrimento, ador, a enfermidade, a deformação física. E, com amor, ele curava. Não curava só almas, perdoando-lhes os pecados, mas curava seus corpos, porque queria vê-los sãos, glorificando a Deus Pai.

Adoença nunca está muito distante de nós. Sempre encontramos um amigo, parente ou vizinho sofrendo de alguma enfermidade. Ele está sensível, deprimido e ansioso por receber visitas de amigos que realmente confortem seu coração, transmitindo-lhe ânimo e força para lutar e vencer o sofrimento.

O fruto do amor a Jesus aparecerá em nossa vida quando deixarmos de falar em amor e passarmos a agir com amor, revelando o Deus de amor por meio de pequenos atos em favor daqueles que precisam de nós.

 Transcrito do Livro “No Leito da Enfermidade”

R. Dona Ana Prado, 453 - Vila Prado, São Carlos - SP