“Assim acontece com vocês: agora é hora de tristeza para vocês, mas eu os verei outra vez, e vocês se alegrarão, e ninguém lhes tirará essa alegria” – João 16.22.
Aquele abraço doloroso no velório, onde a frase “está doendo” resumiu todo o sofrimento, encontra sua resposta mais profunda nas palavras de Jesus: “Agora é hora de tristeza para vocês”. O Mestre não invalida a nossa dor; Ele reconhece que, neste mundo, o luto é uma realidade inevitável e o “agora” pode ser marcado por lágrimas legítimas. No entanto, o versílulo não nos deixa estagnados na angústia, mas lança uma âncora no futuro com a promessa: “Eu os verei outra vez”.
A esperença que nos consola não é apenas o alívio da dor, mas a certeza do reencontro. Jesus assegura uma transformação radical onde a tristeza atual dará lugar a um regozijo perene. A parte mais poderosa dessa revelação é a garantia de permanência: “ninguém lhes tirará essa alegria”. Diferente dos momentos felizes da terra, que são frágeis e podem ser roubadas pela morte, a alegria preparada por Deus é inalienável e eterna.
Portanto, enquanto a ferida da saudade ainda pulsa, nós a enfrentamos com a perspectiva da eternidade. O luto é o sentimento do “agora”, mas a alegria indestrtível é o destino final garantido a todos que creem em Jesus. A morte não tem a última palavra; elaé apenas um intervalo antes de uma alegria que ninguém, jamais, poderá nos tirar.
Rev.Jahyr E. Theodoro